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Inseguro



Reclamar pra quem? Se todos sabem o que acontece por ali. Ações de vândalos? Não sei, não estava lá.

Mais triste é por lá passar e ver um prenúncio de destruição. Para mim sim, é destruição... Do vento? Será? Quem então saberá...

E quem vai pagar? Talvez quem precise por lá passar... À noite... No desnudo escuro...

O que era nobre aos poucos está deixando de ser. O controle imaginado, nunca foi domado. E aos reles, eles que se virem... Que se armem... De incertezas... Que eu assim seja claro.

Este é o parque do Tucumã. Rota de quem passa... De quem trapaça...

Aos poucos, a peneira se rasga. Faz se mais e não se cuida de menos... Ao menos, consegui passar. Amanhã, já não se sabe. Ninguém nunca sabe.

 

Crônica da vida real - Banguela

Indo para o Bujari com o tanque na reserva... Voltei na banguela... (Foto: Glauco Capper)

A vida guarda delongas situações, que a priori, parecem inacreditáveis... Como não seria, pois acordar pela manhã, tendo como motivação a dura jornada, e um olhar para o marcador de combustível do carro, e a decisão de seguir, com a plena certeza de que, a última alternativa, na última esperança da jornada tenha gasolina.

Mero enfadonho despertar, sem a coragem de acreditar que os imprevistos podem sim acontecer... E com você, claro! Ai, só custei desvendar a dualidade dos pensamentos, que ora iam com fé, outras nem tanto assim... Fui...

O sol descortinava seu brilho e mostrava a grama que já perdia o orvalho para o calor, que de tão forte, passei a sentir a sensação escaldante de estar ali. Restavam poucos minutos para chegar ao local certo. É um ponto que me encurrala nos pensamentos. Decidi, por minore, que seguiria em frente, até onde o ponteiro rejeitasse a cruel realidade.

Nas ladeiras e banguelas descontive-me da sanidade. Entre os risos e sorrisos do momento fúnebre de minha espertice, deslizava embalado na grata felicidade de esquecer porque estava ali. Pude enfim cumprimentar o mundo ao meu redor. Eram quase nove já, não era mais longa que a imensidão de chão que eu imaginava. Era o horizonte que me empolgava. Na bela e disforme geografia do meu itinerário, a luz amarela começava a piscar. Eu a ignorei, era o melhor de mim ali. Cada vez mais perto, longe ou perto de chegar ao posto mais próximo, ficava eu desconexo do que pude imaginar ser o fim... Fim da linha, mas não da estrada.

Entre banguelas e mais banguelas economizei o triplo que gastei na foba de chegar a outrem lugar. Era outra forma de pensar, de pisar de dirigir. Tive fé que ia chegar e cheguei. Demorei levas... Mas cheguei sem parar, sem o ponteiro me avisar que era o fim. O meu fim. Despertei, relaxei por alguns instantes... Sem encher o tanque prossegui minha jornada... Não enchi porque aprendi que o pouco me desafia a ir o mais longe possível... Hoje, foram 16km, amanhã, podem ser mais...

O 'tão' presente 11 de setembro

Foto: Greg Semendinger
"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares."
(Mateus 24:6-8)


O horror acompanhado na tela da "TV" há 12 anos, é ainda algo inesquecível. Podiamos ouvir o som das hélices de nossos ventiladores diante de um silêncio assustador.

A tristeza surgindo em meio a incredulidade de cenas tão cruéis, marcou a adolescência e a história de toda uma geração.  Estávamos diante de um dos maiores e mais cruéis atentados terroristas da história.

Em 11 de setembro de 2001, aconteceu uma série de ataques coordenados pela Al Qaeda, a cidades norte-americanas.

Às 8h46 o primeiro avião atingiu as Torres Gêmeas, nesse exato momento a história ficou marcada para sempre nas mentes e corações de todos.

Não se sabe ao certo quantas pessoas morreram naquele dia, o que bem sabe é que, esse número se aproxima das 3.000 pessoas mortas nos ataques em Nova York, no Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia.

Eu lembro bem daquele dia. Dia de terror, de expectativa, de medo... Dia que não sairá da minha mente enquanto viver. Um prenúncio de que as guerras vão se intensificar a cada dia.

Memorial do 11 de Setembro "Empty Sky". (Foto: Gary Hershorn/Reuter)

Ter ou não ter alguém... Por quê?

Ser ou não ser sozinho? Ter ou não ter alguém do lado? Solidão é estar sozinho? Estar sozinho é mesmo estar na solidão? Perguntas sem resposta procuram desvendar o enigmático divã em que vive a sociedade em questão.

A necessidade afetiva do ser humano é algo fascinante. Uns matam, outros dão sua vida quando amam ou são mal amados. Alguns não conseguem se sentir completos, outros só conseguem sentir vazios dentro de si. Carentes de afetos e carinhos de uma pessoa em especial, muitas delas buscam incansavelmente nos olhares, nas redes, nos círculos de amigos, encontrar um pouco de atenção.

Mais onde procurar, como encontrar alguém ou pessoas que transborde você de alegria?
A necessidade de vínculos sociais desperta no coração do homem as sensações de dor e solidão, quando não se vive plenamente essa aproximação com o outro. A solidão tem alguns indícios físicos e está relacionada à elevação dos níveis de estresse, insônia, além de outros fatores como álcool, drogas, decepções, frustrações...

Uma série de sentimentos como: desespero, depressão, aborrecimento, impaciência, ansiedade, autodepreciação, entre outros, são os maiores responsáveis pela sensação de solidão. A insatisfação com o convívio de amigos ou falta deles, gera uma sensação de isolamento, mesmo quando se está rodeado de pessoas.

Isso tem acontecido em uma geração tecnológica, onde as pessoas não estão conseguindo superar o isolamento social e virtual. O nível de estresse tem aumentado, mesmo com todas as ferramentas e meios para agregar pessoas, o caos interior tem invadido vidas levando-as ao desespero e frustração.

Talvez, nos sentimos solitários porque depositamos no outro o que acreditamos ser a felicidades. Acreditamos que o nosso bem estar, está ligado a quando participamos do grupo certo, ou se estivermos com a pessoa certa. Mas será que isso é o mais correto? É bem óbvio, Não!

A sensação de felicidade não é formulada, é conquistada! Quando determinados valores estão no seu devido lugar, conseguimos entender e superar que não precisamos do outro para ser feliz, precisamos do outro para transbordar nossa felicidade.

As coisas, pessoas, situações externas não podem definir como você se sente. É você quem precisa decidir como vai se sentir diante dessas situações. Se você vai se apegar aos seus defeitos e se acanhar diante das diversidades da vida, ou se vai a cada dia aprender com todas as situações do seu cotidiano, é uma escolha só sua.

Ser feliz ou estar solitário tem mais a ver com decisão do que mesmo consequência de uma série de adversidades. Evitar situações de estresse ou sofrer por antecipação, não resolverá muita coisa, já que, a ótica da situação exige tempo e esforço. Viver rodeado de amigos e não decidir conversar com eles, aceitando o próximo e procurando descobri o que de mais interessante ele faz e tem a te oferecer, não mudará o quadro de sua vida. Você precisa decidir sair!

A solidão é um estado necessário para nos avaliar, onde nos encontrarmos com as situações que exigirão mudança, e mudá-las. De nada adianta viver se sentindo sozinho se você tem medo de mudanças e transformações que são tão necessárias para nossa vida. O convívio com o próximo exige aprendizado e humildade, reconhecendo os valores e aceitando o próximo como ele é.

Criar universos, mundinhos paralelos e querer que as pessoas vivam dentro dele e para ele, pode lhe frustrar bastante. A maioria das pessoas adoram desafios e sempre estão dispostas a compartilhar suas experiências e aprendizados. Guardar essas experiências e habitar mundinhos não é o atrativo delas.

Se você não se sente amado exclusivamente por uma pessoa, não necessariamente representa que você nasceu para viver sozinho. Às vezes, é necessário gastar tempo para crescer, estudar, amadurecer projetos, cuidar do seu jardim.

Solidão pode ter muitas formas e motivos para acontecer, mais só vai habitar em você, caso não busque motivos para que as pessoas tenham prazer e alegria de estar ao seu lado. Vazio gera mais vazio. Alegria atrai alegria e expulsa qualquer sentimento contrário a ela.


Quer ver sua vida transformada e longe de qualquer sentimento de solidão? Experimente encher-se de coisas boas vindas da fonte certa, aprendendo em todos os momentos, sorrindo até mesmo contra o vento, e você se surpreenderá com a quantidade de carinho que as pessoas que te rodeiam lhe darão, sem que elas queiram sair de perto de você! 

O valor do silêncio

Este garoto é mudo, e o seu silêncio me fez entender muitas coisas! (Foto: Glauco Capper)

Durante uma coleta de enxame no antigo aterro sanitário que fica na BR 317, no km 7, encontramos um garoto muito especial. Sem voz, ele falou muito nos ensinando ali, uma grande lição.

Na ausência das palavras é possível entender o valor do silêncio. É no silêncio que entendemos o valor das pessoas. E nele que ouvimos o sussurrar da solidão, ou despertamos a agonia do esperar. O silêncio nos prova, molda-nos conforme o nosso coração. Encontramos muitas riquezas quando ele fica, descobrimos que perdemos muito quando ele se vai.

O silêncio fala mais que muitas palavras... Ele se torna importante, e ao mesmo tempo, desprezível com traz junto a dor.

O silêncio trás decisões precipitadas, inibe muitos de ir em frente, afasta mundos e corações, mas ele tem uma explicação para tudo isso: poucos conseguem ouvir a sua voz!  

Aquele garoto não estava triste ali, o seu sorriso era presente em todo momento... Talvez a única coisa incompreensível ali era a tristeza que estava em meu coração, podendo ser facilmente resolvida com a pronuncia de algumas palavras.

Palavras que faltavam a ele, sobravam a mim! Alegria que sobrava a ele, faltava a mim... Só que com uma grande diferença, ele não tinha a voz, eu tinha... Que sensacional as reviravoltas que a vida dá com circunstâncias para nos ensinar!

Ali, aprendi que a vida é uma caixinha de surpresas! Aprendi ali a valorizar a vida, a voz, a saúde, a liberdade, os amigos e principalmente a família. Aprendi muito com aquele garoto que apesar de mudo, era bem feliz! 

Mais de 150 mil abelhas foram coletadas nesse dia! (Foto: Glauco Capper)

O "point" de muito tempo atrás...

O quiosque fez tanto sucesso quanto os chocolates caseiros que vendia!
Há muito tempo atrás, lembro-me desse lugar cheio de gente se divertindo, sorrindo, degustando aquelas guloseimas irresistíveis que até então começava a ser vendida ali!!!
Era o point do final de semana, isso no auge do canal da maternidade! Esse era lugar de encontrar e reencontrar amigos, paquerar e passar boa parte da noite.
O tempo passou...
Agora esse lugar abriga outras pessoas, principalmente aquelas que estão depredando o lugar, bem nas barbas de uma das sedes do Ministério Público.
Lógico, não é sua obrigação zelar por este lugar, mas bem que poderia dar uma forcinha...
Lamentei em ver o quiosque dos doces fechado, pinchado e deteriorando-se!
Deu saudade de todo aquele tempo e de toda aquela gente...

A velha mania de amar

Amor, amor, amor...
Que tal falar de um amor sentido que não venha das teorias e sim, do dia a dia, do eu e você, do nós... De um amor que não tenha roteiro, rima e etc e tal!
Vamos falar de um amor jamais escrito, um amor que foi tatuado nas páginas do coração...
Eu escolho aqui aquele amor que não vem dos poemas “dizidos”... Quem sabe até esquecido...
Vamos falar de um amor que venha das ternas lacunas da indagação, do sentimento mais profundo de solidão ou da mais pura sintonia com a alegria.
De um amor que não tem cheiro, endereço, respeita ou não. De um amor bandido, querido de todos nós...
Um amor sem rédeas que machuca, tritura faz da carência sua pintura em tela de outros tais...
Dele que nos faz poéticos e patéticos, afinal amar nunca é banal!
Um sábio poeta criou o amor. Não sabia ele que este viraria a maior arma do mundo. A mais poderosa das armas de destruição ou reconstrução em massa... A mais poderosa!
Não sabia Ele, que esta seria necessária ou desprezada quando convém ser. Mas sábio foi Ele que permitiu que optássemos por ele: o amor!
O amor não se define, muda em cada ser. Sua intensidade, seus estímulos, seus desejos ínfimos...
O amor não obedece  regras, ele as cria. Domina as táticas do impossível. É arteiro nas possíveis!
É capaz de transformar e destransformar pessoas, caráter, gerações...
Por ele, muitos vendem a alma, já outros tentam comprar-lo, mas interessantemente é que ele não tem preço! Mesmo que tivesse, muitos nem saberiam o que poderia vir a pagar por ele, nem mesmo se teriam condições para pagar.
O Amor é bem resolvido, sabe o que pode fazer. Sabe como levantar um homem do pó e levá-lo também. Nele muitos encontram refúgio, morada e outros já encontram dúvidas, dor.
Sem ele é notório o desprezo da existência. Com ele, chegamos a ser desprezíveis. Mas não vivemos sem ele.
O certo em tudo é ele, nós é que não sabemos como lidar com ele!
Somos enganados pelo falso, titubeados ao erro quando achamos ser ele. Desprezamos o sincero e ficamos com o galanteador realizador de desejos, que não é ele!
Feridas expostas a um falso sentimento que nada tem do amor, a não ser a posse que marca nossos dias com seu choro inexprimível.
A verdade sobre ele é que ele deseja você, mais você não sabe como lidar com ele!
A verdade dele é uma só: transformar jardins em poesias, desacorrentar almas sofridas, trazer paz ao caos...

E por que ele nos faz sofrer?

Não sofremos e a verdade é essa.
Criamos gigantes e nele intitulamos AMOR, declaramos a todo mundo que ele é o algoz da nossa história, sem ser. Pedimos aos céus e terra que nos expliquem, afinal merecemos uma resposta.
O Amor não brinca de amor, amar não é possuir, amar nunca será prender e sempre será libertar. O Amor não traz dor, ele cura, não faz chorar, traz alegria...

E o que sentimos então?

Talvez posse, talvez conforto, talvez desejos saciados, talvez o instinto de poder, o achismo de ser capaz de ter...

O que explicaria isso?

Amores mal resolvidos talvez? Descumprimentos das palavras após o sexo? Casamentos frustrados? Relacionamentos sem fundamento?
É mais fácil se acostumar que amar. Quando estamos acostumados com alguém, respeitamos até onde dá e depois que não dar, sempre pulamos fora como se fossemos marujos de barco a vela, que vão onde o vento soprar. Se está bem pra mim, eu fico! Se não eu pulo fora.

Qual sentimento é esse?

Paixão, talvez... Mas não amor!
Amor junta não espalha, luta e não desiste, perdoa e não magoa. Amor não nos deixa cegos, obcecados, o orgulho da perda e da posse sim!
As relações baseadas em satisfação pessoal, estão vazias de amor e cheias de interesse. Enquanto estou satisfeito bem... E às vezes tem sempre alguém que se apega e começa a acreditar que é amado ou amada, e daí acredita-se insaciavelmente ser o toque do amor! Mas estamos falando de dois e não de um.
Existem pessoas que estão tão carentes emocionalmente que urubu vira meu louro, que oportunistas viram príncipes encantados, e nesses casos costumeiramente, abre se a guarda inocentemente e o caos se instaura.

E o que proporciona isso?

O desconhecimento do valor próprio e do amor. Eu percebo que um está ligado ao outro como cordão umbilical.
O amor tem desejo de cuidar, zelar, aproximar, inspira mudança, sempre beneficia os dois e não um só. O casal que se ama, além do respeito mútuo, está sempre decidido a estarem juntos, pronto para o que der e vier. O que não se ama, só escolhe a parte e tempo bom da relação.

Porque falo isso?

Gerações estão se levantando desprezando o sentimento mais importante do mundo: o amor sincero puro e verdadeiro aos pais, a família, a Deus, a vida, a pátria... Tudo isto esta sendo extorquido por achismos infantis, onde causa e efeito podem gerar seres cada vez mais problemáticos socialmente, psicologicamente afetados e inaptos a qualquer sentimento.
Não estamos brincando em um playground, estamos brincando com sentimentos alheios e até agora quem sempre procurou se dá bem, saiu vitorioso. Isso é lamentável!
Mulheres já não tem mais pudor em si, meninas encantadas por corpos bonitos recheados de entorpecentes, homens obcecados por sentimentos doentios, meninos valorizando mais o sexo do que as pessoas que a dão, meninas se entregado a magreza para serem amadas, garotos se entupindo de anabolizantes para se tornarem mais interessantes...
Precisamos erguer nossos escudos, subir as muralhas do nosso forte, precisamos proteger nosso coração das banalidades do mundo moderno, onde o natural e o perverso não se distinguem, onde homens e mulheres vivem que nem “vampiros” trocando o dia pela noite em busca de prazer. E realmente estão derramando sangue!
Amor é uma fonte que jorra. É um jardim cheio de flores bonitas e cheirosas, que sempre atrai pássaros, borboletas, pessoas...
O amor é mais do que estão dizendo que ele é. É mais até do que possamos compreender. Mas se você não compreender que pode ser habitação dele, vai continuar a cantarolar no vento das emoções rumo a lugar nenhum, sofrendo que só você e ainda abrindo a boca pra dizer: é o amor... (Arrebenta Zezé...)
Desculpe, mais se você não despertou, sinto em dizer mais você está sendo apenas um utensílio barato de prazer dos outros, um troféu de vanglória, um ninho de frustações, um jardim de pedras e o perfeito candidato a templo da solidão!
Deixe o amor te libertar e saia do cárcere dos sentimentos baratos.

Rasga-se o coração, mas o bolso não!

"Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada". Edmund Burke
Já nos acostumamos a ver nas sinaleiras de Rio Branco, pessoas com suas camisas amarelas, isopor no obro, alguns saquinhos contendo castanhas na mão, algumas batidas no vidro e o indicador do motorista dizendo não.
E se o dedo apontado aos guerreiros da luz fosse o polegar, sucumbiria você por uns míseros trocados de seu bolso?
Seres humanos racionais... Meros racionais...
Julgar o que certo e errado é até meio errado na atual conjuntura da vida. Quem clama por justiça e injusto e muitos injustos perpetuam a paz. Vil condição do paradoxo real, mas faz parte e porque não.
A casa caminho de luz tenta recuperar alcoólatras e dependentes químicos, não possuindo ajuda externa a não ser doação e boa ação, que como muitos está difícil, já que três reais não lhe sobram e caso compre uma castanha cristalizada, lhe fará uma falta danada...
Sei que criticar é mais fácil que ajudar, mais fico vesgo da vida quando vejo situações adversas, que por muitas vezes apertam-me o coração em saber que nada posso fazer. Uma delas é saber que aqueles que estão enfrentando sol, acreditando na causa maior - a recuperação, tenham que ouvir tanto não, e às vezes àqueles que brigam, esperneiam, dão seu show público em prol dos menos favorecidos e desprezados da sociedade, não abaixam o vidro do carro ao menos para cumprimentar aquele mero mortal em sua frente e dizer: continue filho, vai dar certo!
Somos atores perfeitos! No palco dessa vida, gritamos onde está a luz para que assim a plateia veja a nossa atuação, agora nos bastidores, somos apenas seres detentos de muito egoísmo e ofuscado por ele!
Se ao menos, tivéssemos uma ideia de como é dolorido a luta contra a dependência química, muitos mas vidros da alma seriam abertos...
Você chegou, ajude eles a tentar chegar também. Três reais podem não lhe faltar, já para eles, vai ajudar a garantir o alimento digno para se viver e ter forças para lutar.

Maria vai com as outras!

Na minha opinião chega a parecer um poodle sentado, e pra você?
Em uma determinada cena do filme Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra, dirigido por Gore Verbinski, encontramos algo que pode nos ensinar muito sobre opinião!

Comodoro: Ora, ora... Jack Sparrow, não é?
Jack: Capitão Jack Sparrow, por favor.
Comodoro: Mas eu não estou vendo seu navio... Capitão.
Jack: Eu estou em busca de um… no momento.
Comodoro: Sem balas adicionais ou pólvora... Uma bússola que não aponta para o norte... Hã! Achei que sua espada fosse de madeira... Você é sem dúvida o pior pirata de quem já ouvi falar!
Jack: Mas ouviu falar de mim!

Se você vive preocupado demais com o que os outros pensam de você ou vive andando na linha para não ser motivo de comentários vindouros ou talvez fique extremamente chateado, irritado quando a opinião pública derruba você com sua crítica ferrenha, é ora de parar e repensar algo simples: o seu valor!

Opinião: Modo de ver, de pensar, de deliberar:
Opinião Pública: O conjunto das ideias e dos juízos partilhados pela maioria dos membros de uma sociedade, naquilo que concerne às mais variadas áreas de atividade.

Nesses dias, me dei conta que opinião (dos outros), pode vir a ser um caso muito sério para quem se importa demais com ela! Não que, não devamos nos importar, mas o excesso pode levar um cidadão comum ao mais profundo caos - loucura, oriunda de quando nos importamos demais com a opinião e dos outros!
Quando ligamos muito para o que os outros pensam, é porque queremos que pensem algo de nós, sim, queremos impressionar, demonstrar a importância que temos. E quando isso falha e a crítica mostra suas garras, metemos o “rabinho entre as pernas”, “rodamos a baiana” e “chutamos o pau da barraca”, sem contar os “prejuízos psicológicos” que a tal importância nos condiciona.
Quando nos referenciamos pelo que os outros pensam, deixamos de ser normais e adotamos outras características, fugindo das nossas habituais. Mas quando não nos importamos tanto com a opinião dos outros, prosseguimos sendo nós mesmos!
Não ligue se não agradar, esta é forma mais fácil de saber quem está realmente interessado em quem você é de verdade. Pessoas falam da vida dos outros quando estão infelizes com a sua, não vê o nosso pirata - supracitado na ficção, tem um otimismo que devíamos imitar. Podem falar, pensar, o importante é você ter a certeza de quem é, para não se condicionar a opinião dos outros.

Comodoro: Você é sem dúvida o pior pirata de quem já ouvi falar!
Jack: Mas ouviu falar...

Quando nos importamos muito com a opinião dos outros é porque não temos opinião alguma. Pense bem antes de tomar decisões baseada no que os outros pensam. Assim você pode estar levando eles ao sucesso, já que não conseguiram conquistar a sua atenção, buscam então te diminuir, fazendo você esquecer quem é, e o que realmente pensa.
Mas existe algo muito importante em tudo isso: pessoas que usam argumentos que as favorecem, para praticarem coisas que fogem até da decência! Que não seja o caso de ler este artigo e achar que pode fazer tudo que der na telha. Bom senso tem um bom termômetro e sempre funciona: a opinião dos outros! Hilário né!

Dia do guerreiro

Ser trabalhador nos dias de hoje é ser um guerreiro...
É aprender a lutar todo dia contra a inveja, contra a fofoca dos companheiros!
E encarar o mau humor do patrão sempre com um sorriso.
É transformar a insatisfação do cliente em oportunidade de ganhar um amigo.
É lutar para alcançar os objetivos, mesmo quando tudo se torne impossível...
É sempre estar disposto, mesmo se o corpo lutar contra isso.
Ser trabalhador, um guerreiro, é sempre e incansavelmente buscar o novo, estar atento ao modernismo, é nunca se acomodar, mesmo que haja motivo...
É estar sempre presente, é estar disposto, é sempre ser útil, é nunca abandonar um amigo, mesmo que acabe seu expediente.
Ser trabalhador nos dias de hoje, é lutar para fazer certo o seu serviço, é ser sempre honesto consigo é sempre fazer mais que o pedido.
Ser trabalhador é abrir mão às vezes da família, dos amigos, dos sorrisos...
É passar noites em claro buscando encontrar êxitos aos seus desafios!
Ser trabalhador é sempre ser verdadeiro, sem se desvirtuar da verdade para seguir a legião dos insatisfeitos...
Ser trabalhador nos dias de hoje é ser guerreiro para se levantar diante de um erro, para permanecer humilde diante de muitos acertos.
Ser trabalhador e guerreiro, é saber ouvir um “não gostei, quero do meu jeito!”, e permanecer firme sabendo que as horas de estudo podem não ter servido, mas que valeram a pena!
Ser trabalhador é nunca afundar um companheiro para ser o primeiro, chegar assim não terá valor algum.
É ser um lutador nas madrugas, é salvar vidas, às vezes imerecidas...
É às vezes ganhar pouco, trabalhando muito, sabendo que é com a paciência que vem a honra e o reconhecimento!
Ser trabalhador é ser digno diante da humilhação, é assumir seus erros com humildade, porque nem de longe um irresponsável fará isso.
É defender o patrimônio do patrão, zelar por seus utensílios mesmo quando ele nem se preocupe contigo. Haverá honra pra você em tudo isso!
Ser trabalhador é ser guerreiro porque é sabido que aos guerreiros não existe desafio que não os capacite, lutas que os derrote, porque guerreiro que é guerreiro trabalha para o bem, para dar um melhor conforto a sua família, para trazer honra a quem o emprega e prestígio a quem o valoriza.
Então guerreiros, hoje é seu dia.
Dia 1 de maio, dia mundial do guerreiro!

O Acre por outros olhos

"Os paulistas" idealizadores do documentário "O Acre Existe" e Thiago Tosh grafiteiro acriano
Por Bruno Graziano, do Guarujá (Trecho e foto de um artigo do site "O Acre Existe" )

"Rio Branco é a Paris brasileira. Tem paralelepípedos, postes de luz amarelada, arquitetura antiga, um rio cruzando-lhe sem pudor e ratos, muitos ratos. Não poderiam faltar os ratos. E se White River nao tem vinho e queijo, tem Kaiser e tacacá. Se RB nao tem a nostalgia da Belle Époque, tem o teatro de rua. E se Paris tem suas musas bem vestidas e claras como a nuvem, Rio Branco sai na frente com suas morenas jambo de curvas sazonais silhuetadas pelo último pôr-do-sol brasileiro. Rio Branco quer ser mais São Paulo, mas é São Paulo que tem que querer ser mais Rio Branco. Dizem por lá que há vinte anos a cidade nao era nada, então torço para que em vinte anos não seja tudo – como uma Porto Velho pseudo-desenvolvida – e seu crescimento crítico e desenfreado. Rio Branco está no auge e que siga no auge. Reclamam os Riobranquenses do terminal urbano, do trânsito, da violência, mas talvez nao saibam de que no resto do país o caos é maior, bem maior. Rio Branco é ingênua e safadinha, isso quase ao mesmo tempo. Sua periferia esconde os problemas crônicos de gestões sociais sempre ploblemáticas, mas é de lá que saem os artistas imaculados locais, que não falam inglês, mas defloram o português todos os dias. A Rio Branco do Bar do Géu, do Peruano, do Mercado Velho, das pontes suntuosas, da Gameleira. Ah, a Gameleira… Que um dia nossa incestuosa Augusta assuma a condição de boulevard da boemia, sem carros a noite e com policiais ouvindo os músicos na rua. Rio Branco dos Correios clássicos, da rodoviária multitarefa, dos grafites indígenas, das piriguetes do Flutuante, do namorico de portão, do lero de fim de tarde no banco em frente ao rio. E que o Mc Donalds nunca chegue por lá. Que o Baré continue nocauteando a Coca-cola e que a bicicleta siga como um dos meios de transporte dominantes. Rio Branco dos coletivos de arte, dos poetas de praça, dos repentistas de boteco".

De volta pra casa

O beleza está sempre a nossa frente: encontre-á.
Nada melhor que, após um belo dia de trabalho e dedicação, um retorno tranquilo as nossas casas, apreciando belas paisagens existentes no caminho. Para onde se guia o caminho à beleza está presente, na verdade, ela nem precisa estar lá, basta que você a enxergue onde quer que esteja!

Ultimamente, tenho percebido que o mundo está muito mudado. O clima, o ritmo da vida, as pessoas, os olhares, a expectativa de futuro...

É difícil entender por que estamos tão obcecados pelo sucesso profissional ou porque vivemos tão intensamente os problemas que nos afligem e que não temos mais tempo para viver um dia de cada vez, contemplar os sorrisos e os belos dias por nós vividos.

É sabido que o mercado de trabalho exige homens e mulheres extremamente capacitados e paralelos a isso a um nível extremo de infelicidade, talvez porque nessa busca, não há mais tempo para enchergar a beleza no nosso caminho. Parece uma triste sina da raça conjugada por humanos.
Isso é desleal com cada ser vivente existente nesse planeta. Procuramos encontrar nos outros o talento, a capacidade, a habilidade, a inteligência, como se isso trouxesse benefícios imediatos a nossa vida, mas isso acaba por nos levar ao fracasso, porque já buscamos os resultados e não olhar a rica beleza que há nos outros ou até mesmo, apreciar o que de mais importante alguém pode ter: a alegria de viver a vida. Talvez isso explique relacionamentos frustrados, depressão cada vez mais crescente nesse planeta azulzinho.

Via Verde: Experimente observar o seu caminho
Não conseguimos nos ater ao mais bárbaro dos crimes: o desprezo à beleza que o mundo nos proporciona a cada dia, a riqueza de vida de pessoas simples e desconhecidas. Seja chuva, seja sol, o dia permanece inalterado quanto a sua beleza. Seja no virtual ou real as pessoas já não se cumprimentam, não enriquecem os sorrisos juntas. Reclamamos, porque é mais fácil do que ousar olhar para o céu ou ligar para um amigo ou deixar fluir os sorrisos ou relaxar quando a ansiedade lhe consumir e quem sabe até, olhar para os lados quando estiver indo para casa.

Precisamos encontrar a beleza ao nosso redor, mesmo que pareça não haver. Só temos uma vida, e se não a gastarmos com sabedoria, fracassaremos no mais simples ato da vida que é viver! Ir pra casa pode ser uma aventura surpreendente a cada dia. Basta que você esteja disposto a encontra-la e vive-la!


Av. Ceará em um belo final de tarde.

Reinvenção da Vida - Chico Anysio

Eu queria que as pessoas nascessem velhas e morressem crianças. Pensem bem: o homem quando resolve viver, e quando tem tempo para isso, já está no fim da vida – careca, barriguro, sem a menor disposição para nada. Por isso é que seria uma boa o homem nascer velho e morrer criança. Nascia com 80 anos e ia ficando moço até morrer na infância.
Nascer velho. As amigas conversando: Nasceu meu filho. Perfeitinho, 80 anos, 75 quilos, 1,80 de altura. E como vai se chamar? Ah, eu tinha escolhido Luis Antônio, mas ele mesmo foi ao cartório e se registrou: Aroldo.
Aí vinha outra: Não está lindo meu filho? Mas, peraí, de calcinha e sutiã? É que eu esperava menina e tal..


E quando chegasse uma visita, a mãe chamaria: Venham ver, hoje ele deu a primeira tossida. “Tosse aí para a moça ver”. Como todo bom velhinho, você nasceria com o direito a ser neurastênico e ranzinza. Nos berçários, filas de cadeiras de balanço com os velhinhos pigarreando sob cuidados de geriatras, se queixando das doenças de recém-nascido.

Mas nada faria mal porque todo mal já estaria feito. Você só iria melhorando a cada dia. Os anos e as semanas caminhariam para trás. Sexta, quinta, quarta, terça, segunda-feira virava sábado. Quer coisa melhor? E se a vida corresse para trás, tudo seria mais fascinante. Acordei com uma ressaca tão grande hoje. Estou imaginando o pileque que eu vou tomar de noite. Se nascesse com 80 anos, você aos 60 casaria. E aí? Uma desvantagem: casava com uma velha.

Mas é preciso não esquecer que com o correr do tempo a sua mulher ia ficando cada dia melhor. Mais moça, até ficar viçosa e se transformar num ‘pancadão’ de mulher aos 20 anos.

E vocês, depois do casamento, ficariam noivos e depois de noivos seriam namorados, até chegar ao amor infantil, puro e desinteressado. O amor de duas crianças apagando das árvores os corações entrelaçados. Você nasceria rico, aposentado e sábio. Na sua profissão você seria um gênio. Ganharia cada vez menos até chegar à faculdade para ir desaprendendo. E ficava mais ingênuo, mais burro e mais puro. No fim da vida, você teria a pureza absoluta. Andar de bicicleta, nadar pelado no rio, trepar em árvores, soltar barquinho de papel nas enxurradas. A bola, a pipa o chiqueirinho, o boneco de pano. Do chiqueirinho para o berço, o chocalho e pararia de chorar.

E com o tempo correndo para trás, a humanidade regrediria dos séculos . Colombo e Cabral, de marcha ré, ‘desdescobriram’ o novo mundo. Chegaríamos a ‘desinvenção’ da roda e o desconhecimento do fogo até o último homem, o último primeiro, quando entra um Deus pegando nas mãos, ao invés de soprar, inspiraria o homem outra vez para dentro de si.

Do inesquecível Chico Anysio

(Retirado do site do Fantástico)

Quem eu sou 28 anos depois

Longe de mim toda teoria do Chaos, nem mesmo falar do óbvio e do banal!
Sou carnal: carne e osso! Porque não carne de pescoço?
De acordo com ele, o Aurélio: Carne - o corpo, a matéria, em oposição ao espírito, à alma; a natureza animal ou física do homem, em oposição à natureza moral ou espiritual, isso no sentido mais lascívio da coisa. É... este sou eu! Surpreso?
Este ser que pensa, que fala mudo ou mesmo que nem fala, que ama, talvez não pareça, mas sinto, quero, espero... (risos)
Sou um ser utópico, impróprio às próprias regras!!!
Política, tô fora! Não se vê político dando esmolas? Se vê?
Ah isso funciona né verdade... Me enganei, o horário é mais tarde!
Sóbrio, sempre e tantas vezes! Sou eu ser pensante e errante, oras ou outras berrantes: faz parte do show!


Mulher


Dia 8 de março. O dia mais infinito do ano!
A “elas” que tem o poder de mudar o mundo com seu amor incondicional! 

Sucesso por Nizan Guanaes

"Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:

Para vencer, só basta ter vontade!

Superando as dificuldades! Que lição de vida!
O que á a covardia se não um grande atentado a vida?
Muitos querem desistir, outros estão desistindo agora, mas por quê?
Será que exemplos não nos cercam a cada dia?
Não consegui falar com este jovem que tem uma deficiência nas pernas, quando o vi já estava um longe.
Outrora o vi em sua bicicleta com uma caixa de som, anunciando propagandas volantes.
De cara já se sabe que ele é um vencedor, um bom exemplo para nós, de força de vontade, de um desejo insano de vencer!
Ah se reclamassemos menos e lutassemos mais...
Fica a lição de um grande exemplo de superação.




OBS.: Fico devendo a vocês o nome dele. Prometo consegui assim que o vir  novamente!

A solitária estrada do andarilho

Júlio no KM 90 da BR 364
Muitos homens escolhem viver sozinho. Rodeado de pessoas ou não, para alguns a solidão ainda é a melhor companhia.
Entender tal escolha, quem pode tentar....

O jeito criança de ser





A cena foi a seguinte:
Final da tarde, eu saindo do trabalho, a mulecada passou perto da fonte em frente o palácio e um falando ao outro:

Reprise de outros dias

Rio Acre em 06 de janeiro de 2012
O drama e o suspense não estão presentes somente no cinema... Na vida real, na Rio Branco dos dias de hoje, a vida encena a vida, cheia de dor, angústia e quem diria: reprise de outros dias!
“As águas de janeiro” bem que poderiam virar canção também... Você não acha?
O drama é um só que se repete todos os anos: alagação!