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Mc Donalds boliviano


Existem muitos refrigerantes não vendidos no varejo local e que são super saborosos. (Foto: Glauco Capper)
Acostumamos com a Coca-cola. Sim, acostumamos! Coca ao sol, sob de chuva, na quentura... Não estou fazendo propaganda para Coca-cola. Nem contra.

Andei por aí, e pelas bandas de lá, é possível experimentar novos sucos, refris, novos sabores... O novo e a cultura nova pode até assustar, mas não deixam de ter seus prazeres. 

Hambuguesa Cencilia - Lembra ou não lembra um McDonalds... (Foto: Glauco Capper)

Fui um pouco mais adentro da rua de compras de Cobija – Pando, e vi que há um mundo cultural pulsando por lá. 

A gastronomia que carrega diversas famas no Acre é no Brasil, tem outros sabores por lá. Experimentei dessa vez um McDonald's boliviano – um belo e suculento Hamburguesa Cencilia -, sanduíche com carne, salsicha, salada, acompanhado por batata frita. Quem experimentou os molhos apimentados de lá, sabe que o tempero é quase inconfundível e, isso no Hamburguesa fica óh... E tudo isso por pouco mais de 10 bolivianos, cerca de 4 reais.

Encontrei em lanchonetes à beira da estrada, suco de banana em lata, muito bom e, excelente, um refrigerante saboroso com gosto forte de laranja, não muito gasoso, bem diferente e melhor que a Fanta. Mas gosto é gosto. Há uma imensidão de guloseimas que estão superando minhas expectativas em sabor por onde tenho ido. ‘Bem aí...’ Mas pense num ‘bem aí’ rico em novidades...

Moeda Boliviana (Foto: Glauco Capper)

Acrelândia

A primeira cidade planejada do Estado do Acre (Foto; Glauco Capper)
Acrelândia é considerada também como a “Princesinha do Acre”. Ela foi a primeira cidade planejada do estado e, conta hoje, com pouco mais de 12 mil habitantes. A pacata cidade reserva belas paisagens, uma hospitalidade ímpar e muitas riquezas culturais.

Muito conhecida por sua produção pecuária, hoje principal atividade exercida na região, Acrelândia teve seu momento bom na exploração madeireira, quase extinta por falta de projetos dos grandes empresários. Morador da região, André nos contou que nos finais de semana a cidade parava, “era grande o fluxo de pessoas aqui”. Hoje o que movimenta a cidade são os grandes eventos agropecuários que acontecem geralmente em junho e julho.

Com a grande migração de sulistas, foi como se deu a formação populacional da Princesinha do Acre, é quase impossível não ver pessoas portando olhos verdes, senão, azuis.
Lá, toda boa festa sempre começa e termina em churrasco, é com uma inconfundível alegria e comemoração dos acrelandenses. Durante uma festa de casamento que participei, as brincadeiras e a intimidade do povo conquista e cativa.

Paróquia Rainha da Paz (Foto: Glauco Capper)

A cidade conta com obras portentosas como a paróquia Rainha da Paz e a imensa Assembleia de Deus; a curiosa câmara dos vereadores, entre outras. O mais interessante de tudo, tirando os buracos claro, são as ruas largas. Tive até o privilégio de parar o carro no meio da rua, e ninguém me xingou ou buzinou ou esculhambou...

Igreja Assembleia de Deus (Foto: Glauco Capper)


Maravilha de cidade essa Princesinha viu... Vou até voltar e passar mais tempo, conhecer mais histórias e estórias que pelo visto, há muitas! 

Poltrona 33

Rodoviária de Cruzeiro do Sul, 19h. (Foto: Glauco Capper)
Viajar de ônibus ganhou um novo sentido pra mim: tortura do início ao fim!
Cometi a asneira de perder o voo para Cruzeiro do Sul, e como era uma viagem à trabalho na cidade, temendo represálias ou chacotas ou punições mais severas, sem delongas, parti para a rodoviária onde peguei um táxi que não ia até Cruzeiro, mas que chegaria mais rápido a Tarauacá.

Bem, meio dia e quinze, entro no táxi que vai buscar uma passageira que está no centro de Rio Branco. Chegando lá, ela diz para o taxista:

- Preciso pegar minhas coisas lá na Sobral e uns documentos lá no Ouricuri.

Literalmente o oito e o oitenta. Eu já feliz da vida né... Ai com a comédia da vida real, fiquei mais ainda. Só que não! Bem, não teve outro jeito, já que os taxistas se submetem a quase tudo para fechar passageiros para os municípios.

Já chegava às 15 horas e a partida então seria certa. Pegamos a estrada, BR 364, o carro ‘um pouco pesado’ com seis passageiros e o motorista com seu pé mais leve que pena.

Imaginei... Só peguei táxi porque achei que ia ser mais rápido. Me lasquei pela segunda vez!

Chão pra que te quero, estamos indo nós. No banco de trás, ia um casal bem apaixonado. Aparentavam estar bem próximos a casa dos quarenta, mais um fogo de um casal de quinze.

Depois de muito parar e lanchar, chegamos a Feijó, de bucho cheio, claro. E para deixar o casal mais “Love Love” da parada, uns “vira aqui”, “vira na próxima”, “tamo chegando” que nunca chegava, “é bem alí” que não era. Enfim, deixamos o casal para “ailoviar” à vontade e partimos para Tarauacá. Como a vida de taxista é dura, e a pressa não faz parte do seu imaginário, além do oportunismo de economizar gasosa, uma van que passava foi parada. Entre acertos financeiros e “baldeamentos de nóis”, saímos de Feijó de van, cheia de pessoas superanimadas. Menos eu claro.

Até aí beleza. Tive que esperar o busão que passava às 2h e, então, Cruzeiro partiu!

As 6h e 15, vi apontando no horizonte a cidade cruzeirense. Nossa, a festa estava garantida dentro de mim. Apesar do cansaço, fiquei sim muito feliz. Cheguei a tempo de tomar um bom banho, tirar a inhaca da viagem e me preparar para cumprir minha agenda de trabalho durante aquele dia. 


Catedral Nossa Senhora da Glória construída em 1957. Umas das maiores referências turísticas do Acre. (Foto: Glauco Capper)

Surpresas ainda estavam por vir. Com o no-show pelo não embarque, o retorno de avião não foi garantindo. E ai, vamos apelar: busão pra voltar para Rio Branco.

Já dentro do ônibus às 19h e 40, me sentindo aliviado e ao mesmo tempo preocupado para aquela longa jornada noturna de retorno pra casa. A vontade de dormir tomou conta de mim, até que o mais inacreditável aconteceu.

Um casal na poltrona a minha frente, passaram a noite fazendo o que não devia. Olha, é uma situação constrangedora, já que, de certa forma, exigir algum tipo de respeito ali é quase que assinar a expulsão imediata.

Bem, não foi nada fácil. Era um chamego, um fungado e de repente o banco desce duma vez em cima de mim. E o pior de tudo é que a seca era tão grande, que foi a noite toda. Não parou um instante. E inspirou até uma moçoila e rapaz que partiram pro banco de trás de onde eu estava para muvucar também! Putz... Que noite! Só sossegaram um pouco mais, quando a luz do dia deixava as claras o rito prazeroso dos casais.

É, não tinha luz para afugentar a promiscuidade. O negrume foi um prato cheio pra tudo. Até para um jovem ir ao banheiro e puxar um baseado. Esqueceu que fumaça vaza. Empestou o ônibus! Ai, ia dando um rolo, mais com consciência e talvez negligência, o ‘comissário’ do transporte apenas disse que não podia fumar e tal, levou numa boa. Fazer o quê né!

Mais a boa mesmo, foi ter chegado em casa. Depois de dois dias intensos de voltas e reviravoltas, aprendi a chegar cedo em um aeroporto. E se for viajar de busão, comprar passagens cedo, reservando a cadeira de preferência ao lado do motorista, para que assim, possa se ter uma viagem mais tranquila! E na boa, esse foi apenas o relato de minha experiência naquela noite. O que passar disso, ou o que render mais que isso, não sei mais de nada, #morreunobus!

Umas das melhores coisas que me aconteceu na viagem: experimentar o delicioso guaraná fabricado em Cruzeiro. (Foto: Glauco Capper)

Vai entender...

Aqui a placa está correta viu... ;)
Nosso trânsito é bem engraçado. Muito mesmo. E não é que ele seja uma comédia, até que bem parece mesmo.  Para uma distância de 12km, chegamos a passar mais de 40 minutos engarrafado nas longas filas e conglomerados de carros, seja centro bairro ou bairro centro. Isso, tomando como base, os bairros mais afastados.

Nossas vias principais possuem sinaleiros que ultrapassam quatro minutos e não dão acesso a outras vias. Quem anda no centro de Rio Branco sabe o que estou falando. Na Avenida Ceará não há possibilidades de virar para à esquerda, para quem vai ou à direita para quem vem... A não ser que ninguém esteja vendo... Ou, dependendo do convênio com um posto de gasolina, dá pra ir até o trevo no bairro Seis de Agosto. Peripécias da engenharia!

Rotatórias com preferências, outras sem a mesma; faixa de pedestres mal posicionadas; falta de semáforos próximos de escolas; velocidade permitida de 40km/h em vias rápidas e rodovias; quebra-molas em cima das faixas de pedestres; entre outras, são as ‘coisas belas’ da nossa engenharia.

Não vou nem entrar no mérito dos sinaleiros que ficam verde, com o próximo amarelando, isso em menos de 100 metros, gerando engarrafamentos nos cruzamentos, e quando é no centro da cidade, a muvuca e estresse ficam garantidos.

Não podemos deixar de observar que, o aumento da frota de veículos em Rio Branco, onde já chega a 136.740* veículos - dado de setembro de 2013, disponibilizado pelo site do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) - tem contribuído para os entraves no nosso trânsito e registros de mais de 5121 acidentes só em 2013.

Não é o número de carros ou motos ou tratores ou o quer que seja que faz o trânsito ruim. É raciocínio e lógica de que, colocar placa em lugar errado, vai dar carros engarrafados... Soluções existem a deriva... Já vontade de fazer a coisa certa.... 




Aqui o caos se instaura... :O


Inseguro



Reclamar pra quem? Se todos sabem o que acontece por ali. Ações de vândalos? Não sei, não estava lá.

Mais triste é por lá passar e ver um prenúncio de destruição. Para mim sim, é destruição... Do vento? Será? Quem então saberá...

E quem vai pagar? Talvez quem precise por lá passar... À noite... No desnudo escuro...

O que era nobre aos poucos está deixando de ser. O controle imaginado, nunca foi domado. E aos reles, eles que se virem... Que se armem... De incertezas... Que eu assim seja claro.

Este é o parque do Tucumã. Rota de quem passa... De quem trapaça...

Aos poucos, a peneira se rasga. Faz se mais e não se cuida de menos... Ao menos, consegui passar. Amanhã, já não se sabe. Ninguém nunca sabe.

 

O 'tão' presente 11 de setembro

Foto: Greg Semendinger
"E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares."
(Mateus 24:6-8)


O horror acompanhado na tela da "TV" há 12 anos, é ainda algo inesquecível. Podiamos ouvir o som das hélices de nossos ventiladores diante de um silêncio assustador.

A tristeza surgindo em meio a incredulidade de cenas tão cruéis, marcou a adolescência e a história de toda uma geração.  Estávamos diante de um dos maiores e mais cruéis atentados terroristas da história.

Em 11 de setembro de 2001, aconteceu uma série de ataques coordenados pela Al Qaeda, a cidades norte-americanas.

Às 8h46 o primeiro avião atingiu as Torres Gêmeas, nesse exato momento a história ficou marcada para sempre nas mentes e corações de todos.

Não se sabe ao certo quantas pessoas morreram naquele dia, o que bem sabe é que, esse número se aproxima das 3.000 pessoas mortas nos ataques em Nova York, no Pentágono e em Shanksville, na Pensilvânia.

Eu lembro bem daquele dia. Dia de terror, de expectativa, de medo... Dia que não sairá da minha mente enquanto viver. Um prenúncio de que as guerras vão se intensificar a cada dia.

Memorial do 11 de Setembro "Empty Sky". (Foto: Gary Hershorn/Reuter)

Coisas de cidade grande

Encontro da  Rua Cel. José Galdino com Getúlio Vargas. Foto: cinegrafista ilhado

Imagino eu, que o senhor Getúlio Vargas (que já se foi), deva estar super chateado (onde quer que esteja), por que alguns esgotos entupidos ou bueiros (muito) pequenos, vivem manchando o nome dele, quer dizer, inundando trechos da avenida que carrega o seu nome.
Sempre quer dizer, toda vez que chove! Até quando se imagina vir sereno, a rua já está alagada! Coisas de cidade grande! Ou desorganizada! :D

O valor do silêncio

Este garoto é mudo, e o seu silêncio me fez entender muitas coisas! (Foto: Glauco Capper)

Durante uma coleta de enxame no antigo aterro sanitário que fica na BR 317, no km 7, encontramos um garoto muito especial. Sem voz, ele falou muito nos ensinando ali, uma grande lição.

Na ausência das palavras é possível entender o valor do silêncio. É no silêncio que entendemos o valor das pessoas. E nele que ouvimos o sussurrar da solidão, ou despertamos a agonia do esperar. O silêncio nos prova, molda-nos conforme o nosso coração. Encontramos muitas riquezas quando ele fica, descobrimos que perdemos muito quando ele se vai.

O silêncio fala mais que muitas palavras... Ele se torna importante, e ao mesmo tempo, desprezível com traz junto a dor.

O silêncio trás decisões precipitadas, inibe muitos de ir em frente, afasta mundos e corações, mas ele tem uma explicação para tudo isso: poucos conseguem ouvir a sua voz!  

Aquele garoto não estava triste ali, o seu sorriso era presente em todo momento... Talvez a única coisa incompreensível ali era a tristeza que estava em meu coração, podendo ser facilmente resolvida com a pronuncia de algumas palavras.

Palavras que faltavam a ele, sobravam a mim! Alegria que sobrava a ele, faltava a mim... Só que com uma grande diferença, ele não tinha a voz, eu tinha... Que sensacional as reviravoltas que a vida dá com circunstâncias para nos ensinar!

Ali, aprendi que a vida é uma caixinha de surpresas! Aprendi ali a valorizar a vida, a voz, a saúde, a liberdade, os amigos e principalmente a família. Aprendi muito com aquele garoto que apesar de mudo, era bem feliz! 

Mais de 150 mil abelhas foram coletadas nesse dia! (Foto: Glauco Capper)

Encrenca boliviana

Cena inusitada para quem costuma ver essa rua quase intrafegável.
Dias atrás presenciei uma situação, a princípio curiosa, no lado boliviano. Durante uma “pequena viagem internacional” ao Departamento de Pando – Cobija, às dez da manhã, quase todas as lojas estavam fechadas e o movimento de pessoas no comércio quase nulo, algo intrigante para aquela região.
De repente, sem titubear, nos demos conta de que, sendo nós turistas “e nada burgueses”, poderíamos nos tornar prisioneiros - arranjando problemas, naquela terra de muitas leis.
Soldados do exército encapuzados nos encarando, muita polícia monitorando, lojas fechadas, ruas vazias... Pensamos haver algum ato solene, ou presenciar alguma celebração a pátria dos patrícios, mais não, estava acontecendo mais um capítulo da guerra entre governo e os cidadãos de Made In Bolivia. O furdunço começou bem cedo, com saque em algumas lojas e por conta disso, todas as outras fecharam à visita dos gringos.
O governo de Evo Morales sancionou uma lei, onde toda pessoa física o jurídica de acordo com a Lei 843, fica obrigado a emitir notas fiscais e também condicionado a emitir faturas de todas as suas vendas, para respaldar todas as operações realizadas na cidade.
O descumprimento da lei, praticado ainda por muitos, tem causado o fechamento de lojas até a sua regularização, como também, e o desconforto em alguns empresários de baixo poder aquisitivo. Como retaliação ao governo, os próprios comerciantes saqueiam lojas amedrontando outros empresários a estarem de portas abertas.
Dentre os impostos cobrados pelo governo à ZOFRACOBIJA, os principais são:
IVA (imposto sobre o valor acrescentado), ICE (Imposto Sobre Consumos Especiais), IEDDH (Iniciativa Europeia para a Democracia dos Dereitos Humanos) e GA .


Loja fechada por sonegação fiscal, abre após regularizar.
A situação por lá anda bem mais complicada do que pensamos! E não só economicamente. O conflito mais atenuante está entre os “Colhas e Cambas”, principais grupos étnicos do lado boliviano. Os “Cambas”, descendentes do índio amazônico, dominam os Estados de Santa Cruz, Beni e Pando; os “Colhas”, o mais forte grupo étnico, que descendem da famosa civilização incaica (daí decorre a principal motivação ideológica da pretensa superioridade, o orgulho de descender de um povo que dominou outros povos e construiu um grande império) e detém a hegemonia político-econômica em La Paz, Cochabamba, Sucre, Oruro e Potossi.
Evo Morales faz parte da etnia “Colha” e tem buscado a hegemonia de seu poder por aquelas bandas. Em Pando, mais especificamente em Cobija, onde o predomínio é “Camba”, ele não é nada querido, exatamente pelo conflito que tem causado sua administração para uns bem “ditatória”. Nesse conflito, centenas de famílias já foram obrigadas a deixar a cidade por sofrerem retaliação de um dos grupos. Morales também tenta implantar o dialeto indígena de seu povo nas escolas, saudação de seus subordinados semelhante ao comprimento nazista, tem aumentado os impostos principalmente no serviço de água, estatização dos postos de gasolina onde só é possível comprar através de um cartão de consumo, sem esquecer também do risco de se comprar o petróleo dos gringos sem autorização. Hoje quem toma de conta dos postos são os soldados do exército boliviano. Brincou já viu!
Mas as estripulias de Morales não se finda por ai...
Recentemente Evo decidiu expulsar a Coca-Cola da Bolívia até o dia 21 de dezembro desse ano, como o fim do egoísmo e da divisão. Para o cumprimento de sua decisão, o fim da Coca-Cola marcaria o começo do mocochinche - refresco de pêssego e canela, um refrigerante muito popular no país. Seria para Morales, o fim do capitalismo e o início do comunitarismo. Mas dias depois, teve que voltar atrás de sua decisão devido a repercussão se sua altiva proeza.
A cidade de Cobija é rota turística para quem visita o Acre. Pode se dizer até que, é o “melhor shopping” da região, por sua variada e ampla comercialização de eletroeletrônicos, roupas e bugigangas em geral com preço mais baixo - menos impostos. O Departamento boliviano é assediado pelo Brasil, diga se aqui – sustentado também - pelo vanglorioso real. Mas como todo bom lugar, há também suas mazelas; sua apetitosa comida com tempero suave, porém, saboroso; tem aquela velha conhecida nossa: a saltenha que é uma delícia; sem esquece o bom suco de laranja! Agora o que não rola, pelo menos pra mim é trocar a “Coca-cola” pelo “Mocochinche”. Mas há quem goste!
Sabe o que deu medo? Foi do Evo “Clausurar” o Brasil, já economizamos muito por lá. Agora nem tanto que o dólar está em alta. É bom que, ninguém convide ele para passar uns dias aqui, pra quem gosta de imposto como ele... Seria o início de outra revolução!!! 

O "point" de muito tempo atrás...

O quiosque fez tanto sucesso quanto os chocolates caseiros que vendia!
Há muito tempo atrás, lembro-me desse lugar cheio de gente se divertindo, sorrindo, degustando aquelas guloseimas irresistíveis que até então começava a ser vendida ali!!!
Era o point do final de semana, isso no auge do canal da maternidade! Esse era lugar de encontrar e reencontrar amigos, paquerar e passar boa parte da noite.
O tempo passou...
Agora esse lugar abriga outras pessoas, principalmente aquelas que estão depredando o lugar, bem nas barbas de uma das sedes do Ministério Público.
Lógico, não é sua obrigação zelar por este lugar, mas bem que poderia dar uma forcinha...
Lamentei em ver o quiosque dos doces fechado, pinchado e deteriorando-se!
Deu saudade de todo aquele tempo e de toda aquela gente...

O certo é “Baldeação” ou “Judiação”

Pagar R$ 2,40 (quando devolvem o troco), pra viver um sufoco desse... #NINGUÉM_MERECE!
Nada melhor que começar o dia dentro de um ônibus quente, lotado e quebrado!
Uma situação como esta, expõe a fragilidade do transporte público em Rio Branco e de como as pessoas são realmente tratadas!
O mais interessante é que lá estão funcionários: de empresas privadas, estaduais e municipais além de estudantes que serão o “futuro do país”, ou seja, lá estão às pessoas que fazem essa “geringonça” funcionar, deixando claro que para o patrão (seja governo ou não) não há interesse algum de que seus funcionários cheguem ao trabalho de uma forma decente, com o mínimo de conforto possível, porque se houvesse algo já teria sido feito!
Já imaginou como fica o dia depois da quantidade de ansiedade e estresse estimulado por uma situação como esta, isso faz com que a produção e rendimento no trabalho de cada servidor, seja este público ou privado “vá pras cucuias”. 
“Por isso é tão importante para as companhias descobrirem formas de ajudar seus empregados a começar o dia com o pé direito”, assim afirma Steffanie Wilk, professora de gestão e recursos humanos da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA em uma pesquisa sobre a importância do bom humor na qualidade do trabalho. Deveria haver uma defesa para o ser humano comum ou menos favorecido, que depende dessa “palhaçada” para trazer o lucro ao patrão.
Ninguém merece andar de ônibus em uma cidade que tem semáforo a cada 100 metros e ainda ter que esperar em alguns 90 segundos e por cima o “busão” quebrar... Fala sério....
Acredito que quem pode fazer algo para ajudar não andam nem deixam seus filhos andarem de ônibus para conhecer a realidade dos usuários do transporte público. Nem sabe eles que seus funcionários (que lhes dão lucro), professores de seus filhos estão lá, começando seu dia com altas doses de estresse!

De volta pra casa

O beleza está sempre a nossa frente: encontre-á.
Nada melhor que, após um belo dia de trabalho e dedicação, um retorno tranquilo as nossas casas, apreciando belas paisagens existentes no caminho. Para onde se guia o caminho à beleza está presente, na verdade, ela nem precisa estar lá, basta que você a enxergue onde quer que esteja!

Ultimamente, tenho percebido que o mundo está muito mudado. O clima, o ritmo da vida, as pessoas, os olhares, a expectativa de futuro...

É difícil entender por que estamos tão obcecados pelo sucesso profissional ou porque vivemos tão intensamente os problemas que nos afligem e que não temos mais tempo para viver um dia de cada vez, contemplar os sorrisos e os belos dias por nós vividos.

É sabido que o mercado de trabalho exige homens e mulheres extremamente capacitados e paralelos a isso a um nível extremo de infelicidade, talvez porque nessa busca, não há mais tempo para enchergar a beleza no nosso caminho. Parece uma triste sina da raça conjugada por humanos.
Isso é desleal com cada ser vivente existente nesse planeta. Procuramos encontrar nos outros o talento, a capacidade, a habilidade, a inteligência, como se isso trouxesse benefícios imediatos a nossa vida, mas isso acaba por nos levar ao fracasso, porque já buscamos os resultados e não olhar a rica beleza que há nos outros ou até mesmo, apreciar o que de mais importante alguém pode ter: a alegria de viver a vida. Talvez isso explique relacionamentos frustrados, depressão cada vez mais crescente nesse planeta azulzinho.

Via Verde: Experimente observar o seu caminho
Não conseguimos nos ater ao mais bárbaro dos crimes: o desprezo à beleza que o mundo nos proporciona a cada dia, a riqueza de vida de pessoas simples e desconhecidas. Seja chuva, seja sol, o dia permanece inalterado quanto a sua beleza. Seja no virtual ou real as pessoas já não se cumprimentam, não enriquecem os sorrisos juntas. Reclamamos, porque é mais fácil do que ousar olhar para o céu ou ligar para um amigo ou deixar fluir os sorrisos ou relaxar quando a ansiedade lhe consumir e quem sabe até, olhar para os lados quando estiver indo para casa.

Precisamos encontrar a beleza ao nosso redor, mesmo que pareça não haver. Só temos uma vida, e se não a gastarmos com sabedoria, fracassaremos no mais simples ato da vida que é viver! Ir pra casa pode ser uma aventura surpreendente a cada dia. Basta que você esteja disposto a encontra-la e vive-la!


Av. Ceará em um belo final de tarde.

Informalidade Criativa

Quem disse que carro é luxo... É boutique também...
As curiosas proezas a que o instinto da sobrevivência nos condiciona, nos leva a crer que a capacidade do homem em criar alternativas viáveis ante a necessidade, supera qualquer comodismo barato de não ir a luta!

Encharcados

Ê dificuldade arrumada de ficar enxuto... E as paradas não ajudam
A previsão do tempo diz que vai chover, o céus já anunciam que vem vindo o maior “toró”, e você precisa chegar ao seu destino matinal. Oh, e agora... Quem poderá me buscar?
Eu sei que você nunca diria isso... Claro que não... (risos)
Então, o que fazer... Como ir ao trabalho ou a escola ou sair para resolver o que se precisa resolver, sem se molhar?

Gringos Brasilenos

Uma mini caravana saiu com destino até Plácido de Castro, mas precisamente ao vilarejo Evo Morales, um pequeno pedaço de terra entre Brasil e Bolívia. O objetivo era um aproveitar o dia com uma bonificação de aventura!
Rua Principal do Porto Evo Morales

A curiosa árvore que vi

Na Av. Ceará, o mulateiro foi preservado durante a infraestrutura da pista
Confesso: o curioso da história não é a árvore, mas eu! (risos)
A árvore está no local dela, onde ela nasceu.  Eu é que fico passeando por ai vendo essas coisas...
Bem, achei interessante e intrigante até, a permanência dessa árvore em questão!

Para vencer, só basta ter vontade!

Superando as dificuldades! Que lição de vida!
O que á a covardia se não um grande atentado a vida?
Muitos querem desistir, outros estão desistindo agora, mas por quê?
Será que exemplos não nos cercam a cada dia?
Não consegui falar com este jovem que tem uma deficiência nas pernas, quando o vi já estava um longe.
Outrora o vi em sua bicicleta com uma caixa de som, anunciando propagandas volantes.
De cara já se sabe que ele é um vencedor, um bom exemplo para nós, de força de vontade, de um desejo insano de vencer!
Ah se reclamassemos menos e lutassemos mais...
Fica a lição de um grande exemplo de superação.




OBS.: Fico devendo a vocês o nome dele. Prometo consegui assim que o vir  novamente!

A solitária estrada do andarilho

Júlio no KM 90 da BR 364
Muitos homens escolhem viver sozinho. Rodeado de pessoas ou não, para alguns a solidão ainda é a melhor companhia.
Entender tal escolha, quem pode tentar....

As cores do rio


Foto do Rio Acre em 28 de janeiro de 2012
"És tu meu rio, um gigante do povir!
Oras te esconte, oras mostra tua glória;
Mas de tão exuberante e formosa fonte,
és o encanto mil, desta terra tão cheia de história!"

O jeito criança de ser





A cena foi a seguinte:
Final da tarde, eu saindo do trabalho, a mulecada passou perto da fonte em frente o palácio e um falando ao outro: